Comericários CG
  • DIRETORIA
    • O QUE É O SINDICATO
    • ONDE ATUA O SINDICATO
  • IMPRENSA
    • Notícias
    • OPINIÃO
    • MEMÓRIA
    • SAIBA MAIS
    • Galeria de Fotos
    • O Comerciário
    • Expediente
  • ACORDOS E CONVENÇÕES
  • FALE CONOSCO
 Publicado em 8 de julho de 2026 por Redação

Tempo é vida: o fim da escala 6×1 cobra urgência

Tempo é vida: o fim da escala 6×1 cobra urgência
 Publicado em 8 de julho de 2026 por Redação

A última terça-feira (30) foi marcada por vigorosas manifestações em várias capitais e cidades brasileiras pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário. Milhares de cidadãos saíram às ruas e os protestos invadiram vias cruciais como a Avenida Paulista, em São Paulo, e o Terminal Gentileza no Rio de Janeiro, ecoando um sentimento generalizado de exaustão e urgência.
O recado das ruas ao Senado foi claro: tempo é vida e a classe trabalhadora está cansada de comprometer a maior parte do seu tempo de vida com uma jornada exaustiva imposta com o propósito de maximizar os lucros capitalistas e enriquecer uma minoria de ricaços ociosos, numa lógica perversa que aprofunda as desigualdades sociais.

Saúde e qualidade de vida
A realidade brutal enfrentada diariamente por dezenas de milhões de brasileiros e brasileiras foi descrita de uma forma muito viva no desabafo da operadora de caixa Fátima Dantas de Souza Alves, de 22 anos, em entrevista ao repórter Bruno de Freitas Moura, da Agência Brasil, durante o ato fluminense: “Nós estamos cansados!”
Trabalhando oito horas diárias em pé, a jovem negra personifica a tripla jornada que castiga a juventude trabalhadora da chamada periferia. Sua fala escancara que a atual escala rouba o direito fundamental à saúde física, mental e à convivência familiar. Para ela o fim da desumana escala 6×1, que permite apenas um dia de descanso na semana, representará “diversos alívios”.
“Tempo para cuidado físico, mental, da minha casa, da minha família, passar mais tempo com eles. Hoje eu não tenho tempo de qualidade com a minha família. Não tenho tempo de cuidar da minha saúde”, resumiu Fátima, que sonha entrar na faculdade e se tornar professora.

Mentalidade escravocrata
É evidente que o debate do tema ultrapassa o âmbito econômico, abrangendo a saúde física e mental, a mobilidade social, a emancipação das mulheres e a dignidade humana dos trabalhadores e trabalhadoras. O tempo infame da escravidão acabou, mas a mentalidade de Casa Grande da classe dominante brasileira não mudou. O Brasil acumula um século de atraso nesta matéria.
Convém reiterar que mesmo usando a economia como critério os benefícios provenientes da redução da jornada de trabalho superam largamente eventuais custos. A experiência histórica e estudos científicos, como o da Unicamp, indicam que ocorrerá aumento da oferta de emprego e também da produtividade, com redução do estresse, Burnout e acidentes do trabalho. Uma classe trabalhadora exausta e doente não é muito produtiva.

A bola está com o Senado
A responsabilidade para esta ansiada conquista civilizatória agora recai exclusivamente sobre o Senado. Com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já aprovada e chancelada pela Câmara dos Deputados — garantindo a transição para a jornada máxima de 40 horas semanais e dois dias de descanso sem redução salarial — qualquer movimento de postergação por parte da mesa diretora configura um grave desrespeito à classe trabalhadora e ao povo brasileiro.
Sob a liderança do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, o Senado tem o dever cívico e moral de pautar e aprovar a PEC sem emendas que desidratem o texto original e com a urgência necessária. As ruas já deram o veredito: o Brasil não aceita mais e exige tempo para viver.

Por Adilson Araújo
Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

últimas notícias
  • Justiça do Trabalho condena Mateus Supermercados por irregularidades trabalhistas após ajuizamento de ação civil pública pelo MPT
  • Na primeira rodada de negociação com setor de supermercado sindicato garantiu data base da categoria. Objetivo é reajuste de 15%
  • Sindicato emite nota de pesar e solidariedade pela morte da líder comunitária Deusinha
  • Presidente do Senado, Davi Alcolumbre encomenda estudo para fim imediato da escala 6×1

SIGA-NOS

onde estamos

Rua Venâncio Neiva, 91
Centro, Campina Grande - PB
CEP 58100-060
83 3321-3765 e 3341-1430
contato@comerciariocg.com.br
Seg. - Sex. 8:00 - 16:00

nossa missão

Nosso compromisso é representar o trabalhador com seriedade e transparência junto aos meios patronais, visando sempre proporcionar condições de trabalho humanizadas, salário justo, dignidade e voz a todos os trabalhadores.

Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região | comerciariocg.com.br
Todos os direitos reservados | Feito por click