O Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) promoveu, na manhã da última terça-feira (3), a Roda de Conversa ‘Sindicalismo, Diversidade e Cidadania’ , no auditório do edifício-sede da instituição. O evento contou com a presença do Ministério do Trabalho e Emprego na Paraíba, de instituições governamentais e de organizações da sociedade civil.
A ‘Roda de Conversa’ teve como objetivo discutir os desafios relacionados à empregabilidade e à formação de novas lideranças sindicais, com enfoque nos trabalhadores pertencentes a minorias étnicas, com especial atenção às mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIA+.
O procurador do Trabalho Paulo Germano falou sobre temas pertinentes à igualdade nas relações de trabalho, a exemplo de igualdade de oportunidades e discriminação. Ele citou os dados da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílio – Contínua (Pnad-C) do quarto trimestre de 2023 mostraram que as trabalhadoras recebiam 21% a menos do que os homens. Ainda de acordo com o procurador, “os sindicatos precisam contemplar minorias em negociações coletivas”.


“O direito do trabalho está passando por transformações, como decorrência da globalização, indústria 4.0 e a complexidade de uma nova sociedade multifacetada, diversa. Então, os sindicatos e a negociação coletiva continuam a ser um canal de atualização em vista desse novo direito, com novos paradigmas. Nesse passo, os dirigentes precisam estar atentos ao seu papel social nesse processo e esses debates têm essa finalidade – instar o movimento sindical uma reflexão sobre o seu papel jurídico e político na produção de normas e abertura de caminhos, estratégias à defesa de um padrão de vida decente para os trabalhadores” afirmou o procurador do Trabalho Paulo Germano, que é Coordenador Regional de Promoção da Liberdade Sindical e do Diálogo Social (Conalis/MPT).
A importância de incluir a diversidade na gestão e promover uma liderança inclusiva foi o tema da palestra ministrada pela procuradora do Trabalho Andressa Coutinho, coordenadora Regional da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade/MPT). Para ela, é “preciso uma inclusão qualitativa e uma manutenção dos vínculos. Falta oportunidade de ascender a um cargo de gestão. Nosso país ainda tem uma cultura de segregação e é nesse aspecto que os sindicatos têm contribuição a dar”.
Inclusão
O Superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego na Paraíba, Paulo Marcelo, participou do evento e ressaltou que “o movimento sindical precisa contribuir com a inclusão e com boas cláusulas. Tem que contribuir com a inclusão, principalmente dessa juventude, que está precisando trabalhar. É preciso discutir esses temas não apenas com os sindicatos e com os ministérios públicos, mas os governos municipais, o estadual e toda a sociedade”, reforçou o superintendente.
Desafios
“A questão do mercado de trabalho é desafiadora para as Pessoas com Deficiência . É preciso fazer um debate com as empresas para que permaneçam com o trabalhador depois dos três meses de experiência. Tivemos 87 pessoas no Dia D da empregabilidade. Espero que sejam contratadas, que elas possam trabalhar”, afirma Mércia , servidora da Fundação Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência (FUNAD).
Ascom MPT-PB
