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 Publicado em 25 de novembro de 2025 por Redação

Três desafios da luta dos trabalhadores

Três desafios da luta dos trabalhadores
 Publicado em 25 de novembro de 2025 por Redação

Todos esses avanços, porém, ainda são insuficientes diante das crônicas injustiças do Brasil e geram frustração na sociedade – conforme atestam pesquisas sobre a aprovação do atual governo. O golpe de 2016, a ascensão do neofascismo, o desmonte neoliberal e a pandemia da Covid, entre outras regressões, agravaram as contradições sociais no país e as mudanças em curso não garantem uma sensação de bem-estar à população.
Persistem as amarras que impedem um desenvolvimento econômico mais consistente com maior justiça social. A política de juros pornográficos do Banco Central “independente”, com a segunda maior taxa do mundo, inibe o crédito e o consumo, trava a produção e prejudica a geração de empregos de melhor qualidade e o aumento da renda.
Já o Novo Arcabouço Fiscal (NAF), que substituiu o famigerado Teto de Gastos de Michel Temer, ainda restringe os investimentos públicos em infraestrutura e programas sociais. Para destravar o crescimento da economia, garantindo maior impulso às mudanças, é urgente superar essas barreiras macroeconômicas.
Além disso, é preciso avançar nas mudanças estruturais no Brasil, implementando uma série de reformas – como a urbana, agrária, da saúde, do sistema financeiro, entre outras. Uma das reformas que ingressou na agenda política do país é a tributária, a partir da proposta do governo Lula de isentar do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil por mês, diminuir o tributo para quem ganha até R$ 7 mil e taxar em até 10% os rendimentos acima de R$ 1,2 milhão por ano.
A proposta beneficia cerca de 90 milhões de brasileiros com isenção total ou parcial e tributa apenas 141 mil super-ricos – um passo importante para a justiça tributária. Com mais essa iniciativa, o presidente Lula avança para cumprir um compromisso da sua campanha eleitoral – o de “colocar os pobres no Orçamento e os ricos no Impostos de Renda”.

Mudanças na economia e embates de ideias
Nesse cenário complexo – de melhora das perspectivas e de importantes avanços, mas também de muitas limitações e riscos de retrocessos –, quais são os principais desafios para a luta dos trabalhadores na atualidade? Pelo menos três se destacam.
O primeiro é o de isolar e derrotar o neofascismo no Brasil. Essa corrente, que hoje tem influência entre camadas dos explorados, prega o ultraneoliberalismo na economia, com o desmonte dos direitos sociais e trabalhistas; o autoritarismo na política, com golpes e ataques às organizações populares; e o obscurantismo nos valores civilizatórios, destilando ódio e preconceito na sociedade.
Não dá para vacilar diante dos fascistas, que seguem com força no mundo e no Brasil – aqui expresso pelo chamado bolsonarismo. É preciso enfrentá-los com coragem, sabedoria e amplitude nas ruas, nas redes sociais e nas urnas. A disputa eleitoral de 2026 será decisiva nessa jornada de importância tática e estratégica.
O segundo grande desafio é o de impulsionar o governo Lula no rumo das mudanças no Brasil. Como o próprio presidente já afirmou várias vezes, ele não precisa de bajuladores, mas sim de quem o critique e pressione – já que o seu governo sofre violento cerco do império decadente, do “deus-mercado”, do parlamento reacionário e da mídia rentista.
A ausência de avanços mais sensíveis à população serve de caldo de cultura aos neofascistas, para o seu retorno ao poder. O governo precisa destravar a economia com mais ousadia e enfrentar com mais coragem o debate de ideias na sociedade, ajudando a sua politização.
Quando o governo partiu para o enfrentamento na questão da justiça tributária, desnudando o choque entre ricos e pobres no país, e peitou o “imperador” Donald Trump e seus capachos no Brasil, os traidores da pátria na questão do tarifaço, ele saiu das cordas e voltou a crescer em popularidade.
É preciso persistir e avançar no caminho das mudanças efetivas na economia e no embate de ideias na sociedade. Por último, o terceiro desafio diz respeito à organização e à luta dos trabalhadores, ao papel do sindicalismo na atualidade.

Enfrentar as debilidades do sindicalismo
Nos últimos tempos, o movimento sindical tem enfrentado dificuldades para levar adiante a luta pelos interesses imediatos e futuros dos trabalhadores. Os obstáculos são visíveis em todos os países – e não apenas no Brasil – e atingem todas as correntes de opinião que atuam nessa frente estratégica.
Eles decorrem de fatores objetivos, que afetam a materialidade de classe dos assalariados, fruto das novas tecnologias e das profundas mudanças no mundo do trabalho. Também derivam de retrocessos políticos no capitalismo mundial, com a ascensão do neofascismo.
No Brasil, o golpe do impeachment de Dilma Rousseff e a chegada ao poder do bolsonarismo resultaram em violento ataque ao sindicalismo e aos direitos trabalhistas. Fruto dessas regressões, a taxa de sindicalização segue caindo no país – era de 24% na década de 1980 e hoje é de apenas 8,4% da População Economicamente Ativa (PEA). A força política dos trabalhadores também regrediu – em 2010, o sindicalismo elegeu 83 deputados federais; em 2022, conquistou só 34 mandatos.
Com a nova perspectiva aberta com o governo Lula, a luta dos trabalhadores tem melhores condições para retomar seu fôlego e ganhar maior musculatura. Além da luta para superar os entraves neoliberais na economia e para avançar nas reformas estruturais, o sindicalismo pode se fortalecer com suas pautas mais específicas – como a luta pela revisão das “deformas” trabalhista e previdenciária dos governos Temer e Bolsonaro, contra a precarização e a “uberização” do trabalho, entre outras.
Em unidade com os movimentos sociais, o sindicalismo também pode reforçar a pressão política no país, como demonstrou o Plebiscito Popular sobre o fim da desumana escala de trabalho do 6 x1 e sobre a taxação dos super-ricos, organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e pelo Fórum das Centrais Sindicais. Com mobilização, conscientização e organização, o sindicalismo terá papel decisivo na luta por democracia, desenvolvimento econômico e justiça social.

Altamiro Borges
Presidente do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé

  • Este artigo tem como base a contribuição ao debate no 11º Congresso do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo), realizado no final de outubro.

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