Ganha cada vez mais força, importância, e apoio político e popular a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1, com redução de jornada e sem diminuição de salário. Mais uma etapa de esclarecimentos sobre o tema e pela aprovação do projeto aconteceu nesta quinta-feira (7) com a realização de uma audiência pública na Assembléia Legislativa, em João Pessoa, onde estavam presentes além de representantes de centrais sindicais e sindicatos, deputados e vereadores, o presidente da Câmara Federal deputado Hugo Motta e o ministro do Trabalho Luiz Marinho, além da deputada federal Daiana Santos (PCdoB do RS) autora da matéria.



A direção do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região esteve presente e foi bastante atuante na defesa do projeto que acaba com a escala 6×1, inclusive entregou um documento em forma de pesquisa/relatório em detalhes ao presidente da Câmara Hugo Motta, mostrando todos os pontos positivos, benefícios e total apoio popular ao projeto, e ainda pediu empenho do parlamentar no andamento do processo de aprovação da matéria.
O documento foi entregue em mãos pelo presidente do sindicato, José Rogério, e pelo diretor sindicato José do Nascimento Coelho. Além de responder pelo sindicato local os dois são também vice-presidentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, em Campina e na Paraiba, respectivamente e Coelho também representa a Feconeste na Paraíba.

Durante sua fala o deputado Hugo Motta disse que o fim da escala 6×1 será “a reforma da vida das pessoas. Nós iremos entregar à população brasileira uma mudança que impacta diretamente na melhora da qualidade de vida”. Ele disse que assumiu o compromisso de fazer a PEC tramitar rapidamente e quer colocar a matéria em votação ainda em maio, que é o mês do trabalhador.
“Queremos resolver essa situação antes do período eleitoral, para que não haja vinculação política do tema. Esse é um debate em que não haverá vencedor eleitoral. Quem vence é a sociedade brasileira”, afirmou.
LEIA TAMBÉM
FIM DA ESCALA 6X1 TEM APOIO DE 71% DOS BRASILEIROS, MOSTRA PESQUISA REAL TIME BIG DATA
Uma das propostas prevê a redução da carga semanal de 44 para 36 horas, com transição ao longo de dez anos. Já a PEC 8/2025, que tramita em conjunto com a PEC 221/2019, propõe uma jornada de quatro dias por semana, também limitada a 36 horas.
Já o ministro do Trabalho Luiz Marinho disse que o fim da escala 6×1 não deve ser acompanhado de redução salarial e que a proposta prevê o fim da escala a partir de 2026, com redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais ou menos e sem corte nos salários, para garantir mais tempo para a vida pessoal e familiar dos trabalhadores.
