Em entrevista ao programa Boa Noite, na TV 247, o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, da proposta que acaba com a jornada de trabalho de seis dias, assegurou que entregará seu parecer ainda esta semana para que, na próxima, a matéria seja votada no plenário e seja logo promulgada. Ele aposta na aprovação por um quórum elevado.
Nesta quinta-feira, 27, ele pretende publicar seu parecer no sistema eletrônico interno do Senado para que seus colegas da comissão possam conhecer o texto e apresentar emendas com vistas à votação na quarta-feira da próxima semana, dia 2 de setembro. Neste mesmo dia será votado um requerimento de urgência, que ele mesmo pretende apresentar, para que a votação no plenário ocorra no mesmo dia.
Na entrevista aos jornalistas Joaquim de Carvalho, Tereza Cruvinel, Ricardo Amaral e Paulo Emílio, Aziz informou também que poderá fazer alguns ajustes no texto, especialmente sobre regras de transição, mas não fará nenhuma mudança de mérito que obrigue o retorno da matéria à Câmara, impedindo que seja votada antes da eleição. Se ficar para depois, as chances de aprovação ficarão muito reduzidas.
Omar Aziz não acredita que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), venha a atuar para que a votação seja adiada, como já se suspeitou. De sua parte, garante que não recebeu nem receberá pressão alguma.
“Devo ser justo. Quando o Davi me comunicou que eu seria relator, não me pediu nada, não sugeriu nada. Ele me conhece. Eu sempre tive lado e defendo a redução da jornada há mais de dois anos. Não sou de ficar em cima do muro. Posso discutir um ponto ou outro, mas a matéria irá a voto”, disse o senador.
Ele acredita que a aprovação será tranquila e por quórum elevado por uma razão elementar. Dois terços dos senadores serão candidatos a novo mandato ou a outro cargo eletivo. Votar contra seria suicídio. Quem não for candidato estará apoiando alguém em seu estado e, com um voto contrário, estaria prejudicando este aliado.
Brasil 247
