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 Publicado em 14 de julho de 2026 por Redação

Os Vendilhões da Pátria não serão perdoados pelo povo brasileiro, por Adilson Araújo

Os Vendilhões da Pátria não serão perdoados pelo povo brasileiro, por Adilson Araújo
 Publicado em 14 de julho de 2026 por Redação

Pesquisas recentes revelam a revolta crescente da população brasileira ao novo tarifaço imposto pelo governo Trump, mais uma agressão indigesta aos interesses nacionais.
Nesse cenário, o candidato da extrema direita à Presidência, Flávio Bolsonaro, protagonizou uma encenação patética em audiência pública nos Estados Unidos na terça-feira (7), apelando para que o tarifaço fosse adiado para depois das eleições.
Fica claro que sua preocupação não é com o país, mas com os votos que pode perder – reflexo do desespero diante da perspectiva de derrota já desenhada pelas pesquisas de opinião, especialmente após a revelação de suas relações com o banqueiro Vorcaro, do banco Master.

Falsidade
Na realidade, o patriotismo alardeado por Flávio Bolsonaro soa tão falso quanto uma nota de três reais.
Não é difícil recordar alguns episódios que desmascaram essa retórica: o apoio entusiasmado ao primeiro tarifaço imposto por Trump em junho do ano passado; o apelo por intervenção militar do imperialismo no Rio de Janeiro, inspirado no modelo venezuelano, a pretexto de combater o crime organizado; a promessa de entregar as terras raras brasileiras aos Estados Unidos.
Por sinal, o entreguismo e a vassalagem aos EUA é uma característica não só de Flavio, mas de todo o Clã Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro, condenado à prisão pelo STF e atualmente foragido, também figura nesse enredo. Sua estadia nos Estados Unidos, em meio às ramificações do caso Master, é dedicada à conspiração contra a soberania e os interesses nacionais, como mostrou, entre outros, o caso das sanções injustificáveis impostas a autoridades brasileiras pela Casa Branca.
Jair Bolsonaro, por sua vez, não hesitou em jurar amor e lealdade a Donald Trump, chegando ao ponto de bater continência para a bandeira norte-americana, em um gesto simbólico de vil submissão.

Os traidores e a história
O Itamaraty, em mensagem divulgada nas redes sociais, sintetizou o sentimento que emana da consciência nacional: “Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira. O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros.” A declaração ecoa a indignação da consciência nacional e popular e reafirma que o povo brasileiro não é bobo.
Em outubro, nas urnas, os vendilhões da pátria terão sua resposta. A história não perdoa aqueles que traem sua nação em troca de interesses pessoais ou submissão a potências estrangeiras. O sábio povo brasileiro, consciente e vigilante, saberá derrotá-los.

Por Adilson Araújo
Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

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