Os 83 anos de existência do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região, completados no dia 13 de abril deste ano, continuam repercutindo nos meios empresarial e político. A Assembléia Legislativa da Paraíba aprovou requerimento com voto de aplausos apresentado pelo deputado estadual Inácio Falcão (PCdoB) parabenizando a entidade e destacando sua luta em defesa do trabalhador. A menção honrosa foi enviada pela Assembléia ao atual presidente da entidade, José Rogério Gonçalves de Moura.
Em sua justificativa o parlamentar destacou que o Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região completa 83 anos com uma história de lutas e conquistas reconhecidas na Paraiba, no Nordeste e até mesmo pelo Brasil, na sua atuação em defesa dos comerciários, sempre buscando melhores condições de trabalho e salário digno para a categoria.
O deputado Inácio Falcão ressaltou ainda que Campina Grande sempre foi privilegiada em ter um sindicato tão ativo em defesa do trabalhador e que já teve grandes nomes na sua direção que deixou uma história de luta pelo direito e conquistas da classe, como o ex-vereador Ivan Freire e José do Nascimento Coelho que passou mais de vinte anos no comando da entidade.
HISTÓRICO
Fundado em 13 de abril de 1943, o Sindicato dos Comerciários de Campina Grande chega aos 83 anos com a experiência de grandes lutas, na rua e na Justiça, em defesa do trabalhador e com uma história recheada de conquistas, muitas até que viraram referência nacional, a exemplo da mudança do sistema de contratação dos trabalhadores da loja C&A ou o fim da revista íntima nas lojas Marisa e Janine.
O sindicato também foi às ruas, junto com o trabalhador, para lutar contra a privatização da CELB, contra a exploração do trabalho infantil, contra o trabalho aos domingos e feriados e também contra a implantação do Plano Cruzado II, pelo governo federal. Houve luta ainda pela implantação de uma nova bateria de banheiros num shopping local e a entidade defendeu o trabalhador, garantindo seus direitos trabalhistas, quando empresas decretaram falência na cidade. Atualmente uma das grandes lutas da entidade é pelo fim da escala de trabalho 6×1, reduzindo a jornada, mas sem redução de salário.
