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 Publicado em 2 de julho de 2026 por Redação

Alcolumbre defende redução da jornada sem transição em reunião com centrais sindicais

Alcolumbre defende redução da jornada sem transição em reunião com centrais sindicais
 Publicado em 2 de julho de 2026 por Redação

Em reunião com representantes das centrais sindicais nesta quarta-feira (1º), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu o fim do período de transição previsto na proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e prevê uma redução na jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados no final do mês de maio, prevê que o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação da PEC.
O presidente do Senado, no entanto, está discutindo com sua assessoria legislativa a possibilidade de uma emenda de redação para que a redução da jornada e o fim da escala 6×1 passem a valer imediatamente após a promulgação do texto.
O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.
O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.
Em outra frente, Alcolumbre reforçou aos representantes das centrais sindicais que a matéria não terá uma tramitação acelerada no Senado.
O calendário para deliberação da PEC será definido em um acordo com a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), o senador Paulo Paim (PT-RS), autor de uma PEC semelhante, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA).
Aprovado em maio na Câmara, a PEC ainda não foi despachada para a CCJ por Alcolumbre, o que desagradou ministros e parlamentares governistas.
No encontro, Alcolumbre externou sua insatisfação com as críticas feitas pelo governo, principalmente pelo ministro Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que disse que ele está “errando feio” e “brincando com fogo” ao não acelerar a tramitação da PEC.
Na reunião, o presidente do Senado disse que considerou a fala uma ameaça, garantiu que a PEC irá avançar, mas que o Senado terá o tempo necessário para debater a proposta.

Convergência
Representantes das centrais sindicais avaliaram de forma positiva a reunião com o presidente do Senado.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, afirmou que houve convergência sobre a importância da proposta.
“Tivemos uma conversa muito positiva sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas sem redução salarial. Saímos com a avaliação de que o tema deve avançar com seriedade no Senado”, afirmou.
Nobre também citou apoio popular à medida e afirmou que as centrais esperam uma tramitação rápida da proposta na Casa.
Já a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), reforçou que o debate no Congresso ainda está em fase de construção e destacou a importância do diálogo antes da definição de um calendário de votação.
“Não há divergência de mérito sobre a proposta. O que estamos tratando agora são procedimentos e a forma de tramitação”, disse.
A senadora também ressaltou que a PEC já vem sendo discutida no Senado e que novas etapas devem ser definidas após a sessão de debates no plenário.
“Vamos analisar, depois desse debate, qual será o próximo passo. O calendário será construído pelo Congresso”, prosseguiu.
O senador Paulo Paim (PT-RS), por sua vez, afirmou que o debate sobre a transição pode ser revisto durante a tramitação e avaliou que há ambiente para avanço da proposta no Senado.

G1

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