O Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (representação da Paraiba) prestaram solidariedade nesta terça-feira (30) aos servidores públicos municipais locais que enfrentam dificuldades e têm realizado protestos e paralisações cobrando reajuste salarial, cumprimento da data-base, reajuste do risco de vida de garis e melhores condições de negociação com a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima.
Dezenas de servidores ocuparam a galeria da Câmara Municipal, vestindo preto em sinal de luto e portando cartazes com os dizeres: ´aqui jaz o serviço público de Campina Grande. Sepultado pelo prefeito Bruno Cunha Lima´. Eles também espalharam caixões fúnebres nas dependências da Casa, simbolizando o velório do atual gestor municipal.








Com a movimentação a sessão ordinária prevista para esta terça-feira acabou sendo suspensa. Parlamentares de oposição apoiaram o ato dos servidores municipais, que conseguiram contato com o prefeito e ele prometeu receber a categoria até esta sexta-feira. Durante todo o tempo a direção do sindicato dos comerciários esteve ao lado dos servidores, prestando solidariedade e apoiando a manifestação.
O presidente do Sindicato dos Comerciários e vice-presidente da CTB em Campina Grande, José Rogério, participou do movimento e chegou a segurar na alça do caixão durante o ´velório´ da atual gestão municipal.
Após o ´velório´ da gestão municipal, com o cortejo fúnebre pelas rampas da Câmara, os servidores fizeram uma assembléia na frente da Casa e decidiram por unanimidade esperar audiência com o prefeito até sexta pela manhã para tratar de várias pautas. Caso contrário haverá um novo ´velório´, desta vez no calçadão no centro da cidade, saindo depois o cortejo pelas ruas centrais até o Parque do Povo, onde acontece no final de semana o encerramento do Maior São João do Mundo.
FIM DA ESCALA 6X1
Além da participação em solidariedade aos servidores municipais o sindicato e a CTB-PB também continuaram a defender o fim da escala de trabalho 6×1, que está esperando votação no Senado. nesta terça-feira (30) foi o dia de mobilização nacional pela aprovação do projeto, que reduz o tempo trabalhado mas não diminui salários.

