A direção do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região e os representantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB-PB parabenizam as mulheres pela comemoração ao Dia Internacional da Mulher, que transcorre neste domingo (8). O sindicato defende que, além de comemorar seu dia, as mulheres também devem ser respeitadas e ter direitos e salários iguais aos homens. Além disso, o sindicato continua na luta pelo fim de todo tipo de violência contra o sexo feminino, principalmente o feminicídio.
Uma das bandeiras de luta das mulheres, e que tem apoio do sindicato e da CTB-PB é a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função: “trabalho igual, salário igual é o alvo da batalha”, afirma o presidente do sindicato, José Rogério. A entidade sempre participa de eventos de protesto e combate ao fascismo, machismo, e pelo fim do feminicídio.
“Nós, do sindicato, sempre vamos combater o machismo, pedir punição na forma da lei para feminicídio e o transfeminicídio, como também ao assédio sexual e moral dentro e fora das empresas. Queremos também o fim da violência, o direito à creche, aumento dos salários, o fim do racismo, o fim da escala de trabalho 6 x 1 e o direito a folga quinzenal das mulheres”, comentou José Rogério
DADOS ALARMANTES
O Brasil registrou um cenário alarmante de violência contra a mulher, batendo recordes consecutivos de feminicídios em 2024 e 2025. Em 2025, o país atingiu uma média de quatro mulheres assassinadas por dia, totalizando ao menos 1.470 casos registrados até o início de 2026. Na Paraíba foram 32 mortes em 2025. As estatísticas são computadas pelos governos estaduais e enviadas pelo governo federal, que as divulga.
A tipificação feminicídio, quando uma mulher é morta pelo fato de ser mulher, foi criada em 2015. Naquele ano ocorreram 535 mortes de mulheres nessa circunstância. Houve crescimento de 316% em 10 anos ao comparar com os números de 2025. A alta é constante desde que o crime passou a ser registrado dos homicídios.
Ao todo, 13.448 mulheres foram mortas em dez anos pelo fato de serem mulheres, o que representa uma média de 1.345 crimes por ano. São Paulo (1.774), Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019) lideram as estatísticas. Roraima (7), Amapá (9) e Acre (14), registraram os menores números.
MUDANÇA NO CÓDIGO PENAL
Em outubro, o presidente Lula sancionou um projeto de lei que aumenta a pena para feminicídio e para crimes cometidos contra a mulher. A nova lei prevê que condenados por assassinato contra mulheres motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero terão pena mínima de 20 anos, e máxima de 40 anos. Antes, a lei previa que o feminicídio deveria ser punido com prisão de 12 a 30 anos.
As penas serão aumentadas em 1/3 caso a vítima estivesse grávida ou nos três meses após o parto, bem como quando as vítimas forem menores de 14 anos ou maiores de 60. A pena também será aumentada em 1/3 caso o crime tenha sido cometido na presença de filhos ou pais da vítima.
Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil
