A rádio Jovem Pan reconheceu oficialmente que divulgou informação falsa sobre tributação de transferências via PIX acima de R$ 5.000, com supostas multas e alíquotas de 27,5 %. O Governo Federal e a Receita Federal desmentiram categoricamente a notícia, reforçando que não existe tributo sobre movimentações financeiras, e que a Constituição Federal proíbe tal cobrança.
Ao mesmo tempo, circulam nas redes sociais alegações não confirmadas sobre um contrato de R$ 129 milhões envolvendo a esposa do ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, além de rumores de que o próprio ministro teria “intervindo” no processo do banco. Até o momento, não há comprovação oficial desses fatos, e a disseminação dessas narrativas ilustra o perigo da mistura entre boato e jornalismo.
O episódio evidencia que desinformação gera pânico financeiro, fragiliza instituições e alimenta polarização política. Retratação é necessária, mas não elimina os danos; jornalismo sério exige checagem rigorosa, transparência e contextualização completa.
A responsabilidade editorial não é opcional: informar corretamente é proteger a democracia e garantir a confiança do público.
Por José Santana
Folha do Estado SC
