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 Publicado em 21 de dezembro de 2025 por Redação

Escala 5×2 sem 40 horas é armadilha

Escala 5×2 sem 40 horas é armadilha
 Publicado em 21 de dezembro de 2025 por Redação

A pressão deu frutos. Nossa mobilização nas portas das lojas, nas ruas e nas redes forçou a abertura do debate. O fim da escala 6×1, reivindicação histórica da classe trabalhadora brasileira pela redução da jornada de trabalho sem corte de salários, …
Apressão deu frutos. Nossa mobilização nas portas das lojas, nas ruas e nas redes forçou a abertura do debate. O fim da escala 6×1, reivindicação histórica da classe trabalhadora brasileira pela redução da jornada de trabalho sem corte de salários, começou a virar realidade em algumas empresas com a adoção da escala 5×2. É justo comemorar. Porém, é preciso compreender que essa mudança veio acompanhada de uma armadilha: a manutenção da jornada de 44 horas semanais e das horas extras abusivas.
Os patrões são espertos. Leram nossa pauta, sentiram o calor da nossa organização, perceberam o apoio do governo e resolveram fazer as contas para tentar sair no lucro. Viram que poderiam ceder no aspecto visível, o número de dias trabalhados, e preservar o essencial: o total semanal de horas e a continuidade da exploração do trabalho. Trocaram seis por cinco dias, mantendo as 44 horas. Ou seja, concentraram a mesma exaustão em menos tempo, criando jornadas diárias mais longas e desumanas. A própria Organização Internacional do Trabalho (OIT) repudia esse modelo.
O estudo “O que esconde a escala 6×1: o roubo do tempo e o cotidiano dos trabalhadores precarizados”, realizado pela Associação Trama e pelo Observatório do Estado Social Brasileiro, mostrou que o problema não é apenas a ausência do fim de semana livre. O cerne é a exaustão crônica programada, que adoece o corpo e a mente dos trabalhadores e trabalhadoras.
A escala 5×2 com 44 horas (ou mais) é apenas a maquiagem de um modelo de trabalho que continua podre por dentro. Aceitam entregar um dia a mais de folga, mas seguem negando o descanso real, minando nossa saúde e energia nos outros cinco.
Não vamos trocar uma gaiola por outra. Celebramos a força do nosso movimento, que obrigou o primeiro recuo dos patrões, mas agora é hora de fechar o cerco na direção certa. Nossa luta nunca foi pelo calendário: sempre foi pelo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, algo impossível dentro de 44 horas semanais de trabalho precarizado.
O momento dos trabalhadores no Brasil é de esperança, não uma esperança ingênua, mas combativa. Cada direito foi arrancado com muita luta, e os patrões sempre tentam dar a volta por cima, concedendo o mínimo para preservar o máximo. Não vamos cair nesse jogo.
Nossa reivindicação é cristalina: fim da escala 6×1 e redução da jornada sem redução de salários. Um dia a mais de folga é um alívio, mas somente a diminuição real das horas de trabalho reduzirá o cansaço que nos consome. A mudança começou, mas está pela metade e só vai se completar da mesma forma que se iniciou: com pressão sem tréguas.
A vitória parcial nos dá forças e a consciência da armadilha nos dá a direção. Seguiremos firmes pelo fim da exploração. Nossa força não tem escala!

Márcio Ayer
Presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Paty do Alferes e Miguel Pereira e Coordenador da TRAMA (Trabalho, Rede, Acompanhamento e Memória

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