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 Publicado em 15 de setembro de 2026 por Redação

Serviço Social do Comércio comemora 80 anos de existência

Serviço Social do Comércio comemora 80 anos de existência
 Publicado em 15 de setembro de 2026 por Redação

O Serviço Social do Comércio (Sesc), criado por decreto há exatos 80 anos, é uma instituição brasileira privada, sem fins lucrativos, que serve para promover o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio e de suas famílias.
É um bom exemplo de que uma instituição pode superar e engrandecer sua própria definição. O melhor jeito de explicar o impacto positivo que o Sesc, essa entidade que integra o chamado Sistema S, causa na sociedade brasileira está no modo geralmente carinhosa com que as pessoas se referem a ele.
“Olho para a piscina do Sesc Belenzinho pensando em serviço de primeiro mundo entregue ao público, que é valorizado e valoriza o oferecimento”, comenta o músico Tom Zé.
Nascido no mesmo ano em que a instituição foi fundada, o escritor Mário Prata diz que conheceu praticamente todo o Brasil por causa de eventos literários promovidos pelo Sesc. “Não tem o que falar sobre o Sesc, basta entrar em um”, sintetiza.
Prata define a instituição como “o verdadeiro Ministério da Cultura do Brasil“.
Sandoval Tibúrcio, artista visual, ator, escritor e cabeleireiro, teve sua vida mudada pelo Sesc. Autor do livro Magnitude, ele se habilitou profissionalmente graças a dois cursos realizados em unidades do Sesc do Rio – o de cabeleireiro e o de maquiagem.
“O Sesc tem o papel de abrir portas na vida das pessoas sem que elas percebam, diz ele.

Origem
O Sesc nasceu em um contexto de avanços sociopolíticos, trabalhistas e de bem-estar social.
O embrião da ideia foi proposto na 1ª Conferência das Classes Produtoras, evento realizado pelo empresariado do comércio e de serviços em Teresópolis, no Rio, em 1945.
No ano seguinte, o setor publicou a Carta da Paz Social, um documento de intenções para uma atuação estruturada na área social.
Desse compromisso nasceram a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o Senac e o Sesc – este último, oficialmente fundado por decreto federal de 13 de setembro daquele ano.

Acesso democrático
Gradualmente, unidades passaram a ser instaladas nas principais cidades brasileiras, e o Sesc se tornou uma rede profundamente capilarizada, com atividades culturais, educativas, de lazer e serviços de saúde.
O que era inicialmente restrito aos trabalhadores do comércio também se ampliou: hoje, o Sesc atende à população em geral e tem entre seus pilares o acesso democrático a bens culturais, educativos e a espaços de convivência.
O empresário José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, destaca a presença da entidade no dia a dia dos brasileiros: “Completar 80 anos é a expressão de uma trajetória construída com os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e suas famílias e que, ao longo do tempo, passou a fazer parte da vida de milhões de brasileiros”.
Tadros salienta o papel da instituição tanto na melhoria da “qualidade de vida e formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, quanto no peso da programação cultural da entidade, que “trabalha para disseminar vivências e valores, fortalecer a identidade do povo brasileiro e democratizar o acesso aos diversos ambientes culturais”.
“Um trabalho que forma plateias, valoriza artistas, promove a difusão das manifestações artístico-culturais e possibilita a troca de conhecimentos e experiências por todos os cantos do País”, comenta.
Especialistas concordam que se trata de um exemplo muito bem-sucedido.
Ex-diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ex-conselheiro do Sebrae, o executivo Ricardo Ramos afirma que o Sesc “ocupa um lugar raro no Brasil: trata a cultura como direito e não como luxo“.
Autor do livro Presença sob Pressão, Ramos frisa que ali predomina a visão de que o desenvolvimento do trabalhador não se resume à técnica – precisa também de formação humana.
“Quem trabalha merece acesso à beleza e ao pensamento, não apenas ao salário no fim do mês”, resume ele.
“O Sesc representa a função cultural que deixa de ser acessória e vira quase uma ferramenta de saúde mental coletiva ”

Foto: ParaibaOnline
Com informações de Edison Veiga/conteúdo estado

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